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Resumo CIA: os 2 tempos da alma

8 Apr 2019

Vivemos num mundo dual. 

 

Uma das maiores representações dessa condição é a alternância do dia e da noite. 

 

A luz do dia e o breu da noite são símbolos arquetípicos de nossa própria alma. 

 

A noite traz elementos de sedução, mistério, instinto, repouso, criatividade, arte, introspecção, etc. 

O dia traz elementos de lucidez, sobriedade, razão, trabalho, transparência, política, etc. 

 

Todos nós temos proporções diferentes de todos esses elementos em nosso ser. 

Há momento em que estamos mais solares e outros em que estamos mais noturnos.

Não há juízo de valor, neste sentido. Porque o mundo dual está em constante mudança.

O dia cede à noite. A noite cede ao dia. 

Como revela essa linda canção de Caetano, do álbum Jóia (postada abaixo).

 

Essa alternância é a característica da dualidade. 

No âmbito externo, por exemplo, um longo inverno tem o apogeu, depois o declínio e inevitavelmente nasce a primavera. 

Assim como, no âmbito interno, sentimentos solares nascem, alcançam o auge e dão vez aos sentimentos noturnos. 

 

Por isso, o conceito mais comum de felicidade (difundido pelo marketing e pelas redes sociais) é extremamente frágil. Não tem como se sustentar. Ninguém consegue se manter alegre e radiante o tempo inteiro. Exceto nos selfies e nas propagandas. Em algum momento, a alma também pede recolhimento. Chorar e sorrir são aspectos complementares. 

 

Portanto, é essencial compreender que os tempos da alma fazem parte do mundo dual, onde haverá tanto momentos de satisfação como momentos de insatisfação. Tempo de sorrir e tempo de chorar. Ciclos de crescimento e ciclos de crises.  

 

A felicidade genuína começa com a aceitação desses ciclos.

 

Num estágio mais avançado, existe um modo de superar essa instabilidade. Mas isso não tem a ver com viver momentos "positivos" pra sempre. Tem a ver com desenvolver a sabedoria de alquimizar as polaridades de negativo e positivo e, sobretudo, ficar cada vez mais íntimo de um lugar interior que está além de todas as aparências. Essa é a dimensão eterna e infinita, de onde decorre o sentimento de plenitude. 

 

*** esse resumo faz parte do conteúdo do curso de introdução ao autoconhecimento. 

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