A tartaruga e o terapeuta

A tartaruga ūüźĘ chega ao consult√≥rio, pedindo ao terapeuta ūüí° para que retire o casco.

Diz que é um peso imenso e que não pode se mover como deseja.

O terapeuta ūüí°, ent√£o, lhe faz pequenas perguntas:

1. Tartaruga ūüźĘ, como voc√™ imagina sua vida sem o casco?

2. Por que as gera√ß√Ķes anteriores se desenvolveram assim? Existe um motivo?

3. No ambiente onde vai viver, você se preparou para estar sem? Como vai se defender?

4. Você acha que eu devo retirar o seu casco ou você mesma deve fazê-lo, responsabilizando pela sua própria decisão?

No fim da sess√£o, o terapeuta ūüí° cita Clarice

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro".

A tartaruga ūüźĘ se espanta diante do dilema. Mas, pela primeira vez, sente o tamanho da sua pr√≥pria liberdade.

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