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Orgulho dos passos

6 Jun 2017

 

Muitas vezes estamos tão assoberbados com nossos desejos e metas que esquecemos por onde já passamos.

 

 

A estrada é bela e árdua ao mesmo tempo, faz parte. Mas quando olhamos para trás com dignidade, vemos que nossas experiências deixaram rastros.

 

As sementes plantadas às vezes demoram a germinar. Mas um dia, como de surpresa, a plantinha está ali, viva e perfumando todo o ambiente. Já esquecemos que a plantamos e nos parece que sempre esteve ali. De certo modo ela já estava.

 

Recebemos as sementes dos que vieram antes de nós. Uns semearam, outros ajudaram a germinar, a florescer. A nossa rede inteira deu frutos para elas estarem no nosso coração.

 

Estamos o tempo inteiro plantando. Os nossos passos são vivos. E também repassamos o jardim aos que vem depois. Podemos escolher aquilo que queremos gerar em nós, no outro, no ambiente. Mas não temos controle do ciclo da alma, não sabemos ao certo quando colheremos os frutos.

 

Talvez esse seja um dos fatores da nossa ansiedade. Queremos plantar e colher imediatamente, ou pior, semeamos uma coisa e queremos usufruir de outra. Diante da nossa pressa, obcecados pelo próximo objetivo, deixamos de aproveitar com presença os frutos já maduros, tão desejados antes. Parece um trabalho sem fim quando não relaxamos onde já estamos.

 

O caminho segue. Se cultivarmos angústia, adivinha o que floresce? E se celebrarmos um pouco do que já temos? A celebração também é semente. Novos desejos virão, sem dúvida. Mas podemos gestá-los com alegria.

 

 

foto: Filipe Alves (@lipealvesfotografia)

 

 

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